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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

RIM apresenta o BlackBerry PlayBook

A RIM (Research In Motion) apresentou hoje seu tablet orientado a uso profissional, o novo BlackBerry Playbook. O dispositivo é baseado no sistema proprietário BlackBerry Tablet OS (baseado no kernel QNX Neutrino) e mais detalhes podem ser consultados em BlackBerry Playbook.







Para ler o press release clique aqui.

Atualização em 28/09:

Durante a apresentação do dispositivo, feita por Michael Lazaridis, co-CEO da RIM, o dispositivo praticamente não foi visto em funcionamento.

Tudo que foi exibido no palco são animações e não o dispositivo real em operação. Trata-se de um forte indício de que o PlayBook ainda encontra-se em fase inicial de desenvolvimento.

Como uma clara resposta às criticas ao sistema operacional defasado utilizado pela RIM nos seus smartphones, foi anunciado que o PlayBook utilizará um sistema desenvolvido pela QNX Software Systems (adquirida pela RIM no início deste ano).

No entanto essa não é uma notícia boa para desenvolvedores caso a RIM não tenha planos de migrar logo seus smartphones para o novo sistema operacional.

Também foi anunciado que o PlayBook será compatível com o Flash (inclusive com a pesença de Michael Lazaridis, presidente e CEO da Adobe). A Amazon também informou que disponibilizará sua aplicação de leitura de e-books compatível com o Kindle para o PlayBook. Porém o PlayBook não oferecerá suporte à redes 3G.

Também não foram oferecidas informações sobre capacidade de armazenamento e disponibilidade do PlayBook para vendas. Espera-se que seja lançado apenas em 2011.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E o iPad continua reinando soberano

Meses após o lançamento o iPad continua reinando sozinho e soberano no mercado que a Apple inaugurou para ele.

Sim, existem promessas. E não passa uma única semana sem que algum fabricante de PC ou de eletrônicos diga que vai lançar um concorrente à altura.

Também vez por outra circulam na Internet fotos de algum novo dispositivo chinês, detalhe, que ninguém ainda comprou ou pôs as mãos, posicionado como "o mais novo concorrente do iPad". Todos esses dispositivos tem quase sempre duas coisas em comum: são baseados em Android e aparecem desligado nas imagens.

Então enquanto não surge nada que realmente ameace a inquestionável liderança da Apple no mercado de tablets, que tal ficar com o delicioso novo comercial do iPad?







iPad, realmente mágico!

Atualização:

Não é que a Samsung acaba de torna público o teaser do seu Galaxy Tab. Menor que o iPad, com apenas 7" mas rico em recursos. Vale à pena dar uma olhada.





domingo, 27 de junho de 2010

Almanaque Anos 80 para iPhone

Se você tem mais de 30 anos provavelmente vai curtir essa dica de app:

Almanaque Anos 80 (na iTunes Store)

Tem um iPhone ou iPad? Os dois? Então o que você está esperando?

O Alamaque anos 80 é um software desenvolvido pelo nosso colega, o programador brazuca Eduardo Baião.

Dá uma passada no blog do cara.

domingo, 16 de maio de 2010

Um bate-papo sobre o iPad

Em tempo de guerra Apple vs Adobe sobre o futuro do Flash como tecnologia multimídia para plataformas móveis e web, com direito a troca de e-mails desaforados entre Ryan Tate, editor da Gawker (empresa dona do Gizmodo) e Steve Jobs (por conta do recente comercial do iPad - What is iPad?), recomendo essa série de vídeos da revista Mac+:

Mac+ Podcast iPad 1/7

Mac+ Podcast iPad 2/7

Mac+ Podcast iPad 3/7

Mac+ Podcast iPad 4/7

Mac+ Podcast iPad 5/7

Mac+ Podcast iPad 6/7

Mac+ Podcast iPad 7/7

No formato de um bate-papo informal, Heinar Maracy (editor-chefe) e Sério Miranda (editor) da Mac+ discorrem sobre as características de funcionamento do iPad e a experiência de cada um deles no uso cotidiano do aparelho.

Uma pequena observação: no último vídeo Sérgio Miranda informa que até o momento nenhuma operadora de telefonia no Brasil se manifestou a respeito do iPad. Isso mudou recentemente com a publicação de uma nota na Folha de São Paulo, onde Hugo Janeba, vice-presidente executivo de marketing e inovação da Vivo, informa que a operadora já está interessada sim no modelo com rede WiFi+3G do iPad.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A resposta da Adobe para a carta aberta de Steve Jobs sobre o Flash

Não tardou para a Adobe fornecer uma resposta aos argumentos de Steve Jobs contrários ao Flash e ela veio nas palavras do próprio CEO da companhia, Shantanu Narayen, em entrevista para o Wall Street Journal.


Mas se você ainda não compreendeu o por quê de tanto barulho em torno da recusa de Steve em adotar o Flash é porque você provavelmente também não percebeu que a Apple encontra-se em posição privilegiada para ditar tendências na adoção de tecnologias em dispositivos móveis, mais do que qualquer outra companhia na atualidade.


Isso me parece mais do que suficiente para deixar o CEO da Adobe preocupado com a possibilidade de grandes prejuízos caso designers decidam realmente abandonar o Flash para utilizar novas tecnologias abertas e livres do controle da empresa, como é o caso do HTML5.


Creio que Narayen sabe muito bem com quem está lidando, nada mais nada menos que Steve Jobs. E isso com toda certeza deve estar lhe tirando o sono.


Pobre Adobe, pobre Narayen.

Por que não adotar Flash para iPod, iPhone e iPad na opinião de Steve Jobs

Em carta aberta publicada no Apple.com, Steve Jobs em pessoa, justifica os motivos pelos quais a Apple decidiu não oferecer suporte ao Flash em suas plataformas móveis (iPod, iPhone e iPad).
Thoughts on Flash

Apple has a long relationship with Adobe. In fact, we met Adobe’s founders when they were in their proverbial garage. Apple was their first big customer, adopting their Postscript language for our new Laserwriter printer. Apple invested in Adobe and owned around 20% of the company for many years. The two companies worked closely together to pioneer desktop publishing and there were many good times. Since that golden era, the companies have grown apart. Apple went through its near death experience, and Adobe was drawn to the corporate market with their Acrobat products. Today the two companies still work together to serve their joint creative customers – Mac users buy around half of Adobe’s Creative Suite products – but beyond that there are few joint interests.

I wanted to jot down some of our thoughts on Adobe’s Flash products so that customers and critics may better understand why we do not allow Flash on iPhones, iPods and iPads. Adobe has characterized our decision as being primarily business driven – they say we want to protect our App Store – but in reality it is based on technology issues. Adobe claims that we are a closed system, and that Flash is open, but in fact the opposite is true. Let me explain.

First, there’s “Open”.

Adobe’s Flash products are 100% proprietary. They are only available from Adobe, and Adobe has sole authority as to their future enhancement, pricing, etc. While Adobe’s Flash products are widely available, this does not mean they are open, since they are controlled entirely by Adobe and available only from Adobe. By almost any definition, Flash is a closed system.

Apple has many proprietary products too. Though the operating system for the iPhone, iPod and iPad is proprietary, we strongly believe that all standards pertaining to the web should be open. Rather than use Flash, Apple has adopted HTML5, CSS and JavaScript – all open standards. Apple’s mobile devices all ship with high performance, low power implementations of these open standards. HTML5, the new web standard that has been adopted by Apple, Google and many others, lets web developers create advanced graphics, typography, animations and transitions without relying on third party browser plug-ins (like Flash). HTML5 is completely open and controlled by a standards committee, of which Apple is a member.

Apple even creates open standards for the web. For example, Apple began with a small open source project and created WebKit, a complete open-source HTML5 rendering engine that is the heart of the Safari web browser used in all our products. WebKit has been widely adopted. Google uses it for Android’s browser, Palm uses it, Nokia uses it, and RIM (Blackberry) has announced they will use it too. Almost every smartphone web browser other than Microsoft’s uses WebKit. By making its WebKit technology open, Apple has set the standard for mobile web browsers.

Second, there’s the “full web”.

Adobe has repeatedly said that Apple mobile devices cannot access “the full web” because 75% of video on the web is in Flash. What they don’t say is that almost all this video is also available in a more modern format, H.264, and viewable on iPhones, iPods and iPads. YouTube, with an estimated 40% of the web’s video, shines in an app bundled on all Apple mobile devices, with the iPad offering perhaps the best YouTube discovery and viewing experience ever. Add to this video from Vimeo, Netflix, Facebook, ABC, CBS, CNN, MSNBC, Fox News, ESPN, NPR, Time, The New York Times, The Wall Street Journal, Sports Illustrated, People, National Geographic, and many, many others. iPhone, iPod and iPad users aren’t missing much video.

Another Adobe claim is that Apple devices cannot play Flash games. This is true. Fortunately, there are over 50,000 games and entertainment titles on the App Store, and many of them are free. There are more games and entertainment titles available for iPhone, iPod and iPad than for any other platform in the world.

Third, there’s reliability, security and performance.

Symantec recently highlighted Flash for having one of the worst security records in 2009. We also know first hand that Flash is the number one reason Macs crash. We have been working with Adobe to fix these problems, but they have persisted for several years now. We don’t want to reduce the reliability and security of our iPhones, iPods and iPads by adding Flash.

In addition, Flash has not performed well on mobile devices. We have routinely asked Adobe to show us Flash performing well on a mobile device, any mobile device, for a few years now. We have never seen it. Adobe publicly said that Flash would ship on a smartphone in early 2009, then the second half of 2009, then the first half of 2010, and now they say the second half of 2010. We think it will eventually ship, but we’re glad we didn’t hold our breath. Who knows how it will perform?

Fourth, there’s battery life.

To achieve long battery life when playing video, mobile devices must decode the video in hardware; decoding it in software uses too much power. Many of the chips used in modern mobile devices contain a decoder called H.264 – an industry standard that is used in every Blu-ray DVD player and has been adopted by Apple, Google (YouTube), Vimeo, Netflix and many other companies.

Although Flash has recently added support for H.264, the video on almost all Flash websites currently requires an older generation decoder that is not implemented in mobile chips and must be run in software. The difference is striking: on an iPhone, for example, H.264 videos play for up to 10 hours, while videos decoded in software play for less than 5 hours before the battery is fully drained.

When websites re-encode their videos using H.264, they can offer them without using Flash at all. They play perfectly in browsers like Apple’s Safari and Google’s Chrome without any plugins whatsoever, and look great on iPhones, iPods and iPads.

Fifth, there’s Touch.

Flash was designed for PCs using mice, not for touch screens using fingers. For example, many Flash websites rely on “rollovers”, which pop up menus or other elements when the mouse arrow hovers over a specific spot. Apple’s revolutionary multi-touch interface doesn’t use a mouse, and there is no concept of a rollover. Most Flash websites will need to be rewritten to support touch-based devices. If developers need to rewrite their Flash websites, why not use modern technologies like HTML5, CSS and JavaScript?

Even if iPhones, iPods and iPads ran Flash, it would not solve the problem that most Flash websites need to be rewritten to support touch-based devices.

Sixth, the most important reason.

Besides the fact that Flash is closed and proprietary, has major technical drawbacks, and doesn’t support touch based devices, there is an even more important reason we do not allow Flash on iPhones, iPods and iPads. We have discussed the downsides of using Flash to play video and interactive content from websites, but Adobe also wants developers to adopt Flash to create apps that run on our mobile devices.

We know from painful experience that letting a third party layer of software come between the platform and the developer ultimately results in sub-standard apps and hinders the enhancement and progress of the platform. If developers grow dependent on third party development libraries and tools, they can only take advantage of platform enhancements if and when the third party chooses to adopt the new features. We cannot be at the mercy of a third party deciding if and when they will make our enhancements available to our developers.

This becomes even worse if the third party is supplying a cross platform development tool. The third party may not adopt enhancements from one platform unless they are available on all of their supported platforms. Hence developers only have access to the lowest common denominator set of features. Again, we cannot accept an outcome where developers are blocked from using our innovations and enhancements because they are not available on our competitor’s platforms.

Flash is a cross platform development tool. It is not Adobe’s goal to help developers write the best iPhone, iPod and iPad apps. It is their goal to help developers write cross platform apps. And Adobe has been painfully slow to adopt enhancements to Apple’s platforms. For example, although Mac OS X has been shipping for almost 10 years now, Adobe just adopted it fully (Cocoa) two weeks ago when they shipped CS5. Adobe was the last major third party developer to fully adopt Mac OS X.

Our motivation is simple – we want to provide the most advanced and innovative platform to our developers, and we want them to stand directly on the shoulders of this platform and create the best apps the world has ever seen. We want to continually enhance the platform so developers can create even more amazing, powerful, fun and useful applications. Everyone wins – we sell more devices because we have the best apps, developers reach a wider and wider audience and customer base, and users are continually delighted by the best and broadest selection of apps on any platform.

Conclusions.

Flash was created during the PC era – for PCs and mice. Flash is a successful business for Adobe, and we can understand why they want to push it beyond PCs. But the mobile era is about low power devices, touch interfaces and open web standards – all areas where Flash falls short.

The avalanche of media outlets offering their content for Apple’s mobile devices demonstrates that Flash is no longer necessary to watch video or consume any kind of web content. And the 200,000 apps on Apple’s App Store proves that Flash isn’t necessary for tens of thousands of developers to create graphically rich applications, including games.

New open standards created in the mobile era, such as HTML5, will win on mobile devices (and PCs too). Perhaps Adobe should focus more on creating great HTML5 tools for the future, and less on criticizing Apple for leaving the past behind.

Steve Jobs
April, 2010



O que mais eu posso dizer? Só que Steve é o cara!

sábado, 3 de abril de 2010

Pense diferente!

Como pode a Apple lançar um dispositivo como o iPad sem suporte a Flash?Bem, se você ainda se faz esse tipo de pergunta é porque você simplesmente não conhece a Apple.





Leia também: Ontem foi o dia de provar que tudo é possível e que o futuro da Web é promissor - asf@web

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Que tal assistir a um review completo do iPad?

[vimeo=http://vimeo.com/10595371]
PCMag: Apple iPad video review

E que tal um unboxing?





Amanhã a Apple faz história novamente

A não ser que você tenha passado os últimos meses em algum lugar fora do planeta Terra é bastante improvável que não tenha ouvido falar do iPad da Apple.

Um novo conceito em computação pessoal? Dispositivo revolucionário? Um iPod Touch ou iPhone gigante? Apenas outro brinquedo caro para crianças que já cresceram?

Não importa, o iPad está em todo lugar na mídia dita especializada, ou não. E amanhã será o grande dia quando as lojas da Apple abrirão as portas para dar inicio às vendas desse polêmico e ansiosamente aguardado aparelho.

Quer saber mais sobre o iPad?

Então consulte a mega lista de reviews compilada pelo bacana AllTop sobre o assunto: The mother of all lists of iPad reviews (Alltop)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Porque faz sentido a decisão de não suportar Flash no iPhone/iPod/iPad







Em lugar de promover um formato fechado e inadequado para utilização em dispositivos móveis faz muito mais sentido apoiar a adoção e desenvolvimento de padrões abertos como o HTML5.

Dica de leitura: Inside Apple's iPad: Adobe Flash - AppleInsider

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Parte da resposta para o futuro do impresso está no iPad?

Bem, pelo menos foi o que afirmou Chris Anderson (editor-chefe da Wired Magazine e autor de best sellers como "A Cauda Longa" e "Free") sobre o lançamento do Apple iPad e sua adoção como plataforma de distribuição de conteúdo.

Anderson revelou os planos da Wired de estar disponível ao público através do dispositivo da Apple ainda neste verão.
“I’m from the media world,” Anderson told the audience “and as you may have heard, we have lots of questions about our future. The good news is I think we found part of the answer…. We think this is a game changer.” - Chris Anderson

Anderson disse ainda que "o iPad permitirá que periódicos pela primeira vez ofereçam conteúdo digital com os mesmos valores e alcance artístico que são a marca do material impresso."

É mais um indício de que o plano de Steve Jobs de posicionar a Apple como o "parceiro confiável" para a indústria do entretenimento e da velha mídia está funcionando como o esperado.

Leia mais sobre o assunto em: TED 2010: Wired for the iPad to Launch by Summer

sábado, 30 de janeiro de 2010

O segredo mais bem guardado no lançamento do iPad é o processador A4

Steve Jobs é paciente e sabe jogar no longo prazo.

A4 (ARM da Apple) em lugar de (Intel) Atom, não me surpreendeu em nada. Esse foi o movimento indiscutivelmente mais acertado.

E a ausência de suporte a Flash player (HTML5, esse é o futuro da Web) não chega a comprometer simplesmente porque o iPad é um dispositivo para o futuro, sem qualquer amarra com o passado e pouquíssima relação com o presente.

Mas o que significa mesmo esse lançamento do último 27/01 para a Apple e para nós?

Com o lançamento do iPad a Apple inaugura uma nova categoria de dispositivos de consumo de mídia digital. O iPad é simplesmente um dispositivo com seu próprio e novo segmento de mercado.

Melhor que um simples leitor de e-books (e-ink como no Kindle já não era o bastante), melhor que um iPod (tocador de música digital, dentre outras conveniências) e melhor que um smartphone. Mas o iPad foi engenhosamente projetado para não enterrar nenhuma dessas categorias  de produtos prexistentes.

Ninguém fez ou tem algo igual na indústria. E ele é ainda mais especial pelo fato de que nenhuma outra empresa encontra-se em situação tão favorável quanto a Apple para entregar conteúdo de digital de qualidade e com grande apoio da indústria cultural:

-- Você já pensou em poder alugar e assistir a filmes, comprar e ouvir música, assinar revistas, jornais, periódicos ou comprar livros e receber tudo isso no mesmo dispositivo não importa onde você esteja?


E olha que eu ainda não estou nem mesmo considerando as possibilidades que serão abertas pela utilização de aplicativos de produtividade pessoal como a suite iWork da Apple, ou aqueles que ainda serão desenvolvidos para áreas específicas como a medicina, automação de tarefas, etc.


Como já foi dito por aí, Jobs está construindo a Applelândia.

Em alguns anos a Apple Inc. (descartar o “Computer” do nome da empresa não foi um movimento frívilo ou meramente incidental) vai controlar boa parte dos canais de entrega de conteúdo em formato digital e diferente do Google contará com o apoio dos barões da mídia. Isso pelo simples fato de que a Apple vem construindo um modelo de negócios sólido e nada predatório. E esse modelo já começa a apontar com razoável grau de certeza o caminho a ser trilhado por aqueles da velha mídia que desejam abraçar o mundo digital sem descobrir no decorrer do processo que seus negócios simplesmente evaporaram no ar. Tal feito deve dar a Steve Jobs e a Apple imenso poder.

No entanto essas mudanças também não significam um futuro negro para bens de consumo intelectual como querem fazer crêr os mais radicais defensores dos formatos livres e abertos.

Assim como já fez com a música digital (que hoje é vendida na iTunes Store por preços incrivelmente baixos e livre de DRM) Jobs e a Apple podem fazer com que outros formatos sigam o mesmo caminho e assim possam chegar a um número muito maior de pessoas e abrir espaço para a manutenção de catálogos com uma variedade enorme de conteúdo, muito superior ao que está disponível hoje em dia graças aos princípios da "cauda longa".

O iPad é simplesmente algo novo e toda a indústria de entretenimento vai se reinventar para adotá-lo, exatamente como ocorreu com o mercado de telefonia móvel após o lançamento do iPhone.

Na minha opinião o iPad está muito distante do estigma do Mac G4 Cube ou mesmo do Apple TV, como chegaram a prever os céticos.

Para encerrar permitam-me retornar brevemente ao tema da tecnologia embarca no aparelho: acho que não resta dúvida que as próximas gerações de iPhones (e mesmo iPods) já virão equipados com processadores desenvolvidos pela Apple, descendentes diretos do A4 do iPad.

Em algum momento de um futuro próximo não me surpreenderia ver a Apple apresentando um MacBook Air equipado com silício desenvolvido em casa substituindo a tecnologia da Intel.

As bases para isso (um sistema operacional independente da arquitetura subjacente) já está sendo construída gradualmente e com o lançamento do Snow Leopard ganhou reforços de peso como LLVM, Grand Central Dispatch e OpenCL.

Quanto a continuidade do processo de inovação na companhia, posso dizer que a Apple sem Steve Jobs não será a mesma, assim como também não houve um sucessor para o mestre renascentista Leornado Da Vinci. No entanto, de maneira semelhante, eu tenho certeza que seu legado sobreviverá.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Apple iPad

Que tal um hands on do Apple iPad logo após o lançamento, com direito a vídeo e imagens inéditas?

Hands on with Apple's iPad (with videos and photos) - Apple Insider

Vídeos



















Apenas mais uma coisa. Assista ao keynote de Steve Jobs para o lançamento do iPad e você provavelmente, assim como eu, ficará assombrado com a velocidade do equipamento.